Éris é a deusa da discórdia e filha primogênita de Nix, a noite e mãe de inúmeros outros flagelos. Foi ela quem provocou a Guerra de Troia por não ter sido convidada para o casamento de Peleu e Tétis, devido ao seu temperamento difícil. Mesmo assim ela compareceu à cerimônia e lançou sobre os presentes o Pomo da Discórdia, uma maçã dourada que tinha uma inscrição: " dirigida à mais bela das deusas presentes". Isto fez com que Hera, Afrodite e Atena disputassem um concurso entre elas para saber quem era a mais bela. Cabia a Páris escolher, e ele escolheu Afrodite por ela ter-lhe prometido o amor de Helena de Troia, uma bela mulher que era esposa do lendário Rei Menelau. Isso deu origem à Guerra de Troia.
Foi casada com o deus primordial Éter, com o qual concebeu catorze filhos, cada um deles dotado de um poder maligno o que a alcunhou como "Mãe dos Males". Éris sempre acompanhou Ares em todas as suas batalhas. Ela é conhecida como uma mulher grotesca com uma aparência pálida e medonha. Seus olhos incandescentes, suas vestes rasgadas e esfarrapadas, e uma adaga escondida bem no meio dos seus seios.
Geralmente, quando os Filhos de Éris são colocados em uma situação de conflito ou vulnerabilidade, acabam ocasionando um intenso distúrbio no ambiente, explodindo lâmpadas, murchando flores, aumentando discussões, e em casos extremos até chegam a provocar incêndios inexplicáveis. São travessos e brincalhões, de uma forma traiçoeira, pois amam espalhar o caos. Não estão entre os semideuses mais simpáticos, portanto, se forem gentis demais com alguém, muito provavelmente estão tramando alguma coisa ou querendo se aproveitar de alguma forma.
Tem cabelos escuros sempre bagunçados que parecem resistir a pentes e produtos de beleza. A íris de um filho de Éris é única: eles tem uma grande bagunça de cores em cada olho, uma mistura de heterocromia sectorial, central e completa, mas com cores variadas e geralmente escuras. Costumam ser esmagadoramente belos por sua aparência despojada. A pele é clara e o corpo mais esguio.