Ártemis, divindade responsável pelas atividades da caça, é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por lobos. Ela traz sempre um arco prateado consigo, e nos ombros um coldre de setas, como vestimentas está geralmente trajando uma túnica de tamanho curto. Dizem que quando ela ainda era uma criança, Zeus a questionou sobre o seu maior desejo para seu aniversário, e ela lhe pediu, sem hesitar, que pudesse circular livremente pelas matas, ao lado dos animais ferozes, dispensada para sempre da obrigação de se casar. O pai imediatamente realizou seu sonho.
Esta deusa famosa dos gregos foi concebida por Zeus e Leto, e era irmão gêmea de Apolo. Enquanto ele simbolizava a luz solar, ela representava a esfera lunar. Esta poderosa figura é sempre encontrada correndo por bosques, florestas e matas, livre como um pássaro, ensaiando suas coreografias e cantando ao lado das ninfas que lhe são muto próximas.
A deusa tinha várias discípulas, que eram denominadas caçadoras. Elas reconheciam sua natureza autoritária e repressora. Os animais ferozes que estão sempre junto a ela representam, por outro lado, os impulsos que precisam ser dominados. Sem dúvidas, ela é o símbolo maior do feminino, de sua liberdade e autonomia.
O chalé de Ártemis é um edifício de prata meio azulado que brilha fortemente à noite, como se refletindo os raios da Lua. Durante o dia, ele se parece com uma cabine regular. Seus pilares são de madeira, como troncos de árvores que remetem à floresta. No nível abaixo de suas janelas, contornando toda a construção, é decorado com as pinturas e esculturas de animais silvestres, dentre eles o veado, como também ninfas e sátiros correndo pela floresta livremente, bem como a grande a paixão da deusa, e lanças na vertical bem no nível acima. Na parte frontal do seu telhado vemos a escultura de uma Lua Minguante, que é contornada por um belo e grande arco e flecha, que mira na diagonal para o céu, o número 8 encontra-se bem no centro da figura. Nas pontas do telhado temos duas belíssimas esculturas de um falcão, um dos maiores caçadores da selva, estando uma em cada ponta. Na base das janelas, encontram-se plantas de enlace lunar, presente da última vinda de Calipso ao acampamento. Na entrada do chalé havia um tapete azul cintilante escrito “Bem-vinda à caçada!”.
Adentrando o chalé sente-se o reconfortante clima da floresta: o cheiro das árvores, da terra, e o frescor da noite, que relembrava as boas temporadas de caça que já viveram. As paredes do chalé tinham uma cor sem graça durante o dia, mas durante a noite as paredes cintilavam em um prateado lindo e revelava várias imagens de animais silvestres que caminhavam pela selva. Uma das paredes tinha pendurado várias peles de animais raros que, quando tocados, produziam as memórias da caçada do animal em questão, e outra possui o juramento das caçadoras: "Eu me comprometo com a deusa Ártemis, viro as costas para a companhia dos homens, aceito a eternidade solteira e me uno à Caçada". Todos os móveis do seu interior eram bem claros, havia apenas um grande sofá azul claro em formato de uma meia Lua, uma lareira de mármore branco e alguns kits de tiro ao alvo. Sempre que uma menina se une às caçadoras, os animais desenhados nas paredes emitem diversos sons em forma de comemoração e a Lua parece brilhar dentro do chalé. O banheiro do chalé é bem comum, possui cabines de sanitários e de chuveiros, e uma longa pia de mármore com espelhos individuais em formato de meia Lua. Na porta do quarto tem o desenho de uma linda menina com um arco e flechas na mão. Em seu interior, as paredes eram cor de prata e tinham imagens de meninas atirando flechas em seus alvos. As camas eram beliches bem ternas, os criados-mudos são cobertos por pele de cordeiro, e seus armários eram grandes o suficiente para guardar algumas roupas e todos os seus equipamentos de caça e acampamento. Na parede do centro, entre as beliches, tem prateleiras para colocarem suas armas.
Elas são recrutadas pessoalmente pela deusa de todas as partes do mundo, e realizam o voto de renunciar o amor romântico eternamente para que finalmente se juntem à caça. Todas elas são imortais, a não ser que tombem em alguma batalha ou quebrem este voto. Ao integrarem o grupo das caçadoras, as meninas serão submetidas a um ritual onde, ao ganhar seu arco, perder os seus poderes provenientes de seus pais, caso sejam semideusas.
A Primeira Tenente de Ártemis tem total direito de anunciar e controlar atitudes das outras membras. A Tenente é de extrema confiança de Ártemis, e seguindo o código de conduta, ficaria totalmente fora de senso desrespeitá-la ou infringir qualquer regra, lei ou mandamento imposto por ela.
Voltando às características originárias dos pais das semideusas, também é de praxe se lembrar que com o tempo elas vão se apagando, e cada vez mais você terá traços e resquícios de características de Ártemis. Sua habilidade de caça, nas primeiras contas, não são excepcionais. Também cabe à caçadora ter um senso adequado para aperfeiçoar suas habilidades com o tempo.
São extremamente fiéis à Ártemis e prezam pela sua virgindade. Mesmo que possuam personalidades próprias ou de seus progenitores, costumas ser sérias a todo momento, principalmente durante as suas caçadas. Normalmente são arrogantes com todos os homens e damas que não renunciam ao amor.
Se trata de um ritual sistino, feito quando uma nova mulher integra o tempo das caçadoras. No caso de tal mulher ser uma semideusa, este deve renunciar aos poderes herdados de seu progenitor divino, e será abençoado pela deusa, como por exemplo com a imortalidade. Reunidas numa noite de Lua Crescente, sob benção de Ártemis, como veteranas e novatas se reúnem em volta da fogueira. Uma luz prateada se solta da Lua, deixando com que um arco para cada novata seja materializado, englobado por uma luz muito forte, junto dele, materializa-se uma aljava prateada com algumas flechas em seu depósito. Como conclusão do ritual, uma tatuagem de uma Lua Crescente é projetada no calcanhar de cada novata, mas antes, estas devem recitar certos dizeres, um juramento à deusa Ártemis:
- Eu me comprometo com a deusa Ártemis, viro as costas para a companhia dos homens, aceito a eternidade solteira e eu uno à Caçada.
Um forte parceiro de uma caçadora é sua raposa, lobo ou até falcão de caça. Diz-se de passagem, que a raposa é uma parte mais terna, o lobo é uma parte feroz, e o falcão é uma parte corajosa das caçadoras. Essa personalidade paralela é dada às novatas, na primeira noite de Lua Cheia que elas passam com o grupo. Um filhote é entregue a cada caçadora nesse período. Já as veteranas, a cada Lua Cheia com o animal, vêem ele se desenvolver, ganhar músculos e presas mais afiadas. Nesse mesmo período os fiéis companheiros ficam mais desobedientes e estranhos devido as mudanças que os deixam confusos, cabe à suas guias treiná-los devidamente.
Fruto das caçadas de Ártemis que ocasionalmente ocorriam no período noturno de Lua Minguante, muitos monstros ainda sentem receio de caminhar pela penumbra nesses dias. Para que jamais essa cultura venha a se desfazer, as caçadoras saem em toda Lua Minguante para caçar diferentes tipos de monstros e criaturas grotescas. Além da habitual benção, luzes prateadas as acompanham na caçada, funcionando como "guia" que as leva para áreas onde os monstros se escondem.
Ao atingirem sua sexta conta (seis caçadas), as caçadoras, individualmente ou coletivamente, devem iniciar o ritual da Lua Nova. É a partir dali que ela passa a se tornar uma caçadora veterana. Então, a líder anterior é despossada, e uma das novas veteranas é eleita. A nova líder receberá da deusa da Lua, uma coroa de pequenas flores prateadas maior que a das demais, que lembra muito um diadema de diamantes. Um brilho ainda mais intenso do que das parceiras é efetivado sobre ela.
As caçadoras carregam equipamentos especiais que facilitam a instalação de acampamentos remotos. Por exemplo, elas têm caixas do tamanho de um pacote de chiclete que podem ser facilmente transportadas em suas sacolas, mas que podem se expandir para uma tenda acinzentada de tamanho completo. No verão, as caçadoras usam camisas brancas, jaquetas prateadas, calças camufladas prateadas e botas de combate pretas. No inverno, usam jaquetas prateadas, jeans e as mesmas botas. As armas das caçadoras são conjuradas e desconjuradas mediante sua vontade. Possuem, dentre múltiplas outras: