Hermes é um dos deuses olimpianos, filho de Zeus e Maia, e possuidor de vários atributos. É o deus mensageiro, dos viajante, dos ladrões, comerciantes e diplomatas. Além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades. Nasceu na cidade de Arcádia, e já no primeiro dia de vida realizou várias proezas e exibiu vários poderes: furtou cinquenta vacas do seu irmão, Apolo, inventou o fogo, os sacrifícios, sandálias mágicas que podem voar e a lira. No dia seguinte, perdoado pelo furto das vacas, foi investido de poderes adicionais por Apolo e por seu pai, Zeus, e por sua vez concedeu a Apolo a arte de uma nova música, sendo admitido no Olimpo como um dos grandes deuses.
A imagem de Hermes é usualmente a de um homem maduro, barbado, com um traje de viajante, arauto, ou pastor, portando um caduceu em sua mão. Neste, estão enroscadas duas cobras que ganham vida e conversam com o deus, estes são George e Marta, seus fiéis atendentes.
O chalé de Hermes é o mais antigo e o mais usado de todo o Acampamento, esse fato se dá pelo simples motivo de Hermes ser o deus dos viajantes, portanto o seu chalé abriga todos aqueles semideuses que ainda não foram reclamados, ou seja, que não possuem conhecimento sobre o seu progenitor divino. A construção lembra bastante a de uma cabana de campo, sendo bem receptivo, principalmente placa levemente torta e gasta escrito "Bem-vindo, viajante!" bem na entrada. As paredes são de madeira, assim como o seu telhado e os seus pilhares, que pareciam remendados com novas placas de madeira. Bem na varanda do chalé vemos alguns conjuntos de acampamento, como mantimentos, barracas de acampar e colchonetes dobrados. O exterior do chalé é bem simples, não chama muita atenção, poderia facilmente se passar por uma cabana comum se não fosse pela escultura bem na frontal do seu telhado, este apresenta o símbolo mais famoso do deus mensageiro em ouro: seu caduceu com as duas serpentes enroscando-se em seu corpo, onde vê-se também o número 11, e um par de grandes asas bem no topo.
A surpresa ao adentrar o chalé é inevitável, pois suas proporções são inimagináveis, até porque é o chalé mais cheio entro todos os outros. O teto é duas vezes maior do que se aparenta do lado de fora. Seu interior possui um certo cheiro de ar fresco e traz uma grande sensação de liberdade para quem fica ali. A sala tem um papel de parede bem clarinho, como todos os outros móveis do chalé (claros), e neste vemos pequenos desenhos de sandálias aladas, caduceus com cobras enroscadas em seu corpo e envelopes de cartas. No centro temos uma grande mesa com pergaminhos, vários mapas e bússolas de diferentes tipos que estão sempre apontando para onde o deus Hermes está no momento. Os sofás são bem confortáveis, em tons de cinza claro com almofadas adoráveis, encostados pelos cantos para que se tenha mais espaço para os colchonetes abertos no chão, estes são para todos os novatos que ainda não foram reclamados. Existe algo que chama bastante atenção em uma das paredes do chalé, e isso é como um ritual de passagem do chalé 11, uma tradição. É um enorme mapa do Acampamento Meio-Sangue que está colado na parede, bem abaixo dele há uma mesinha com alguns diferentes carimbos sobre ele, cada um com um símbolo e uma cor diferente. Todo novo campista não reclamado que chega no chalé deve carimbá-lo com o símbolo do chalé de Hermes, magicamente o carimbo irá conter o seu nome, e após ser reclamado e se mudar para o seu chalé verdadeiro, deve carimbar a marca de tal chalé bem ao lado da sua primeira marca, esta também possuirá o seu nome. O banheiro é bem comum, com cabines de sanitários e chuveiros, e uma longa pia sob espelhos individuais. Existem uma porção de quartos, é com certeza o chalé com maior número de quartos, sendo todos iguais. Possuem camas de até três andares, e também com uma extra embutida em sua base, com colchões super confortáveis, roupas de cama em cores variadas, mas em grande parte bege ou branca, e criados-mudos ao lado de cada uma. Para a segunda e a terceira cama da beliche, os criados-mudos possuem asas em seus pés para que ficassem na mesma altura do semideus, ainda além das camas existem diversos colchonetes espalhados pelo chão, assim como na sala. Cada semideus tem o seu próprio armário, que é de madeira escura, e sua própria escrivaninha. Nota-se que os armários e todas as gavetas dos criados-mudos são trancados por cadeados, isto porquê os filhinhos de Hermes são ladrõezinhos compulsivos, cleptomaníacos. Por fim, existem alguns baús pelos cantos, onde eles guardam alguns de seus brinquedinhos para pegadinhas e travessuras.
Possuem uma lábia fantástica, assim como contam piadas nos momentos mais inoportunos. São malandros e travessos. Parecem estar atentos à tudo. São filhos do deus dos ladrões, logo, tome muito cuidado com sua carteira e não deixe creme de barbear nas mãos deles, ou sua mala estará cheio de espuma no dia seguinte. Entretanto, como seu pai também é deus dos viajantes, não tem como conhecer alguém mais acolhedor do que esses semideuses.
Se assemelham um pouco com elfos, possuindo o rosto fino, sobrancelhas arqueadas e sorriso malicioso, sendo esguios e charmosos do seu jeitinho brincalhão de ser. A pele costuma ser bem clara, talvez com levíssimas sardas. Seus cabelos são igualmente claros, variando do loiro ao castanho claro, assim como os seus olhos, que variam do azul ao castanho.