É deusa das bodas, da maternidade  e do casamento. Irmã e esposa de Zeus, é rainha dos deuses e patrona da fidelidade conjugal. Retratada como majestosa e solene, muitas vezes coroada com polos (uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas), Hera é normalmente representada com ostentando na mão uma romã, símbolo de fertilidade, sangue e morte e substituto das cápsulas da papoula de ópio. A vaca e, posteriormente, o pavão eram seus animais simbólicos principais. Normalmente acompanhada pela deus do arco íris, Íris, esta era sua fiel atendente, também mensageira e aia.

          Retratada como ciumenta e agressiva contra qualquer relação extra-conjugal, odiava e perseguia as amantes de Zeus, e os filhos bastardos gerados desses relacionamentos. Tentou, dentre alguns exemplos, matar Herácles ainda no berço. A única exceção era Hermes e sua mãe Maia, que a deusa até admirava pela astúcia e beleza.

          A deusa era a filha mais velha de Cronos e Réia, e irmã de Zeus. Foi criada por Tétis, antes de Zeus ter usurpado o trono de Cronos. Depois se tornou a esposa do irmão, sem o conhecimento dos pais. Sendo uma filha de Cronos, foi engolida por seu pai, mas depois libertada por Zeus.

          Seu casamento com Zeus também ofereceu amplas possibilidades de invenção poética, e vários lugares na Grécia reivindicaram a honra de ter sido palco do casamento, como Eubeia, Samos, Cnossus em Creta, e monte Thornax, no sul de Argólida. Este casamento foi uma parte proeminente na adoração de Hera sob o nome de hieros gamos. Nessa ocasião, todos os deuses honraram a noiva com presentes e lhe deram uma árvore com maçãs douradas, que foi colocado pelas Hespérides no jardim de Hera, perto de Hiperbórea.


Chalé 2:

           O chalé é tão grande quanto o Zeus, porém muito mais elegante. É feito de mármore branco e enfeitado com delicadas e finas colunas, enroscadas por romãs e flores. As paredes são esculpidas com imagens do seu patrono, o pavão. Sua porta curva é enorme, pintada em um belíssimo tom de púrpura, onde está esculpido seu cetro. Na parte frontal de seu telhado vê-se o número 2.

           Assim, se adentra ou chalé, encontra uma enorme estátua de mármore da rainha dos deuses. Uma elegância externa mantém em seu interior, como os quartos de um palácio, digno da rainha dos deuses. Há vasos de romãs decorados com penas de pavão espalhadas por todo o local, os sofás são distribuídos ao redor da estátua. O chalé não possui muita coisa considerando que este foi recentemente atribuído aos Devotos de Hera, sendo antes apenas um templo em homenagem à deusa, para que essa não se irritasse. O banheiro é bem grande, com muitos chuveiros, sanitários e pias. E os quartos são nobres, divididos em masculino e feminino para respeito e maior privacidade. Camas de casal enormes, lotadas de almofadas para o conforto de seus hóspedes com enchimento no quarto, assim como seus grandes armários decorados com artes de pavões. Imagens da deusa estão espalhadas por todo o chalé, Zeus e Hera realmente são bem egocêntricos.


Sobre:

          Todos os devotos usam um anel especial dado pela deusa, sendo esse constituído de duas curvas que crescem em sentidos opostos, se encontrando no meio. Ambas as curvas são cravejadas por diamantes de corte brilhante. Esse anel também representa sua promessa de castidade, significando que podem namorar, mas que estão comprometidas a só se deitar com uma pessoa após o matrimônio. Atuam como sacerdotes também, realizando cerimônias em sua honra todos os meses. Não realizam juramento de virgindade, apenas se comprometem a nunca trair num relacionamento.

          Todos têm em mente que o objetivo não é o poder, muito menos status, e sim a união, virtudes e confraternização de interesses comuns. Os devotos não mudam de ponto de vista ou princípios ao se juntarem ao grupo, contudo, passam a serem extremamente devotos à Hera, não fazendo nada que vá contra às representações da deusa. Isso inclui ser promíscuo, desrespeitar a instituição matrimonial, desrespeitar mulheres, etc. Lutar não está incluído nisso, mesmo contra mulheres, já que Hera não tem ligação direta com a luta, até sendo mãe de Ares e se vingando de diversas mulheres.  

Personalidade:

O temperamento de um seguidor de Hera se torna extremamente explosivo, além de ficar mais ciumento e vingativo que o normal sendo típico da personalidade da deusa. São certamente fiéis aos seus amigos e companheiros. Não perdoa ou esquece conflitos facilmente, sempre tendo uma carta na manga. Eles detestam filhos e filhas de Afrodite e Zeus. Antigamente, os devotos de Hera não conseguiam ter relações sexuais, o tempo passou e as coisas mudaram.

Ritual de Iniciação:

O Ritual de Iniciação acontece sempre que alguma seguidora se junta ao grupo.  Todos os elementos de Hera estão presentes (pavões, romãs, diademas, cetros) e a disposição das praticantes, que devem se apresentar a Deusa e jurar lealdade à ela, assim como às outras Seguidoras. Também é ali que é prometido jamais trair um cônjuge, coisa que descumprida desencadearia vários problemas diretamente com Hera, além de é claro, a expulsão do grupo. As vestes devem ser as mais leves possível, como uma túnica de seda avermelhada e cabelos presos num coque justo. Durante a cerimônia, a Bênção de Hera é convocada, além da mudança dos cabelos para o tom louro. Tudo deve estar disposto num altar rúnico livre de quaisquer tipos de impurezas. Numa cesta de madeira, entalhada e adornada por rubricas de tigres ancestrais deve-se despejar as mais vitalicias romãs dos jardins mais próximos. No centro do altar deve-se estender uma manta de cetim vermelho, recém mergulhada em água pura, e seca pelo sol matinal. Em seguida, é necessário que um cetro de madeira de jacarandá seja venerado no centro da manta, cercado por velas brancas e acesas ao início do ritual. Os pavões que residem o chalé de Hera devem ser agrupados, e uma pena de cada deve ser disposta junto ao diadema de cada uma das integrantes do círculo das devotas. Após a unção de todo o pré-requisito, a veterana deve seguir o roteiro clássico.

Ritual do Pavão:

O pavão é a simbologia clara do poder e benevolência de Hera para com os mortais. É a partir da efetivação desse ritual, que a devota passará a carregar consigo a marca do pavão. Por se tratar de um ritual sistino, não há exigências. Apenas que marcada com uma tinta de tom azulado e totalmente fixadora, um pavão se estenda pelo pescoço da devota, totalmente detalhado e pintado pela devota veterana. Esse pavão é a representação clara de sua devoção.

Ritual do Cetro:

O cetro, por milênios, foi considerado uma ferramenta de poder na mão das pessoas certas. Simbolizava a nobreza e a sua influência sobre as demais classes, sendo que esse culto não tem objetivo diferente. O Ritual do Cetro celebra a importância de Hera e seus domínios sobre os mortais, deixando evidente como a sociedade seria sem esses princípios. Neste ritual, o figurino é totalmente variável; pode ser igual para todas para demonstrar a fidelidade e igualdade, por exemplo. O importante é deixar claro os valores de Hera e o porquê de serem fundamentais. De caráter simbólico, o ritual do cetro consiste em um jejum espiritual extremamente ativo. A duração tem um prolongamento de três dias. Um preparatório, o outro espiritual e o último de reflexão. No pré-roteiro preparatório tudo deve estar nos conformes; esse trecho é executado em um recanto campestre, onde pés de romãs cerquem todo o perímetro. No meio de um mói de galhos de ipés deve-se repousar um cetro de jacarandá. Em seguida é preciso atear fogo nos galhos de ipés e observar que o cetro não se diluirá em meio ao fogo. Acampadas nesse recanto, as devotas devem passar o dia ali, seguindo a risca alguns ensinamentos obrigatórios, como caça e agricultura. Pela noite, deve-se tomar uma taça de mel, que fará que a noite seja longa. Acordando no meio da tarde, as devotas devem se distanciar uma das outras, entrando em contato com a natureza primordial. Após mais uma noite prolongada, deve-se acordar com o intuito da reflexão.    

Ritual do Diadema:

O diadema é mais uma jóia que simboliza a realeza, porém é bastante retratado exclusivamente em mulheres, adornado com gemas refinadas e puras. Representa a sabedoria própria, a confiança, eficiência e a lealdade. Com isso, as sacerdotisas saúdam o conhecimento sobre si mesmas dentro de sua própria natureza, agradecendo e honrando poderem descobrir cada vez mais e usarem isso como vantagem seja onde for. Creem que são características importantes para uma mulher ser forte e respeitada, sustentada num único objeto que é usado durante toda a cerimônia. Roupas diversas são trajadas pelos praticantes, demonstrando a diversidade que pode existir no mundo feminino, porém todas zelando pelo que lhes foi dado e tomando cuidado para que essas características não se percam. Por ser um ritual completamente intuitivo e com principal função de mostrar as devotas a importância e poderio da influência feminina é importante reunir itens muito bem selecionados. Costuma-se dispor sobre um tronco de cerejeira recém-cortado, onde a seiva da árvore ainda escorre, uma tolha de seda completamente branca. No centro da toalha, deve-se colocar o diadema, de forma que a luz do Sol consiga refletir as pérolas e diamantes cravejados ali. Após tudo estar aprontado, deve-se esperar que a noite caía, assim, vendo que a luz da lua também reflete os diamantes e pérolas. Ainda nesse clima de reflexão, o espírito bondoso da deusa Hera irá conceder a suas devotas um diadema próprio, o qual ampliará as energias de tais sempre que contemplarem a luz da Lua e do Sol. Esse ritual é geralmente executado em época do balanceare. É quando no solstício de inverno, a Lua é cheia e o Sol muito luminoso e brilhante. 

Ritual do Véu:

Representa a sagrada união: o casamento. Sendo Hera a deusa do matrimônio, seria incomum não ser cultuado essa característica em especial. O casamento é definido como a união de duas pessoas que se amam, jurando fidelidade, proteção, estabilidade, conforto, carinho e outras séries de coisas. É nesses princípios que essa comemoração se baseia, ao mostrar que tudo isso em conjunto traz a harmonia plena ao ser humano, sendo assim deve ser honrada. Votos para que os casais conhecidos mantenham-se bem e felizes são feitos, assim como desejos para que outras pessoas atinjam o mesmo ponto. É nesse ponto que as traições podem ser perdoadas, apesar de jamais esquecidas. Todos os devotos trajam um véu branco para simbolizar o casamento tradicional, usando o anel que lhes foi dado para demonstrar sua aliança e fidelidade com a deusa Hera. Não há um pré-roteiro específico. O ritual do véu na verdade não é um ritual. Se trata de um epílogo de uma jornada-se trata em si, do ápice da jornada. Onde a devota de Hera finalmente conclui seu período de devoção, passando para uma outra etapa da sua vida, o matrimônio. A partir daí, suas funções como devota são encerradas, e ela agora é só mais uma crente em Hera. Os ideais continuam os mesmos, lutando pela prosperidade amorosa e o fim da traição. Ao completar seu curso como devota, no clímax de seu matrimônio, a ex-devota irá receber um véu completamente branco e rendado, feito pela própria Hera. Esse véu irá funcionar como um detector de traições, mentiras e falta de afeto. Protegendo também, a devota, de qualquer violência ou injustiça pela qual a vida poderá a submeter algum dia.  

Ritual do Romã:

Trata-se de um ritual sistino. É onde a devota (em sua sexta conta) recebe o título de devota veterana. É a partir dali que ela assume reais responsabilidades, com Hera e com o resto do grupo. Para simbolizar seu novo encargo, uma pena dourada é acoplada as suas vestes, e sempre que necessário, essa pena servirá para comunicação com o resto do grupo. Não há um pré-roteiro ou exigências para a execução desse ritual, apenas a entrega da pena. 

Cetro dos Devotos:

O cetro do0s devotos era uma arma avermelhada que emitia um brilho fraco semelhante à cor do romã. Ele tem a habilidade de se transformar nos símbolos de Hera, concedendo poderes ao portador. O cetro em si só é extensível, já na forma do diadema, pode fazer com que o devoto fique mais persuasivo, além de criar um fraco poder hipnótico que só dura poucos segundos. Por fim, na forma do pavão e sendo esse extremamente colorido, quem usa pode manipular essas cores para alterar sua intensidade e visibilidade.


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