Dionísio, deus do vinho, do teatro e das orgias, era filho de Zeus e da princesa tebana Semele, filha de Cadmo. Ela foi seduzida por Zeus, que se disfarçou de homem. Hera, irmã e esposa do Deus de todos os deuses, possuída pelo ciúme, armou uma cilada para a mãe de Dionísio. Fazendo-se passar pela ama de leite da princesa, ela a convenceu a pedir uma prova a Zeus de quem ele realmente era. Zeus foi obrigado a cumprir a promessa feita à amada, mesmo consciente do que aconteceria, porque havia jurado pelo Estige, o rio da imortalidade, voto este que nem mesmo uma divindade poderia romper. Como ele esperava, Semele transformou-se em pó, pois não suportou seu brilho. Tudo que ele pode fazer foi salvar seu filho, retirando-o do ventre materno e gerando-o em sua própria coxa até seu nascimento. Após a concepção, a criança foi entregue à tia, que o educou com o auxílio das dríades, das horas e das ninfas. Ao crescer, o deus foi enlouquecido por Hera, inconformada com a traição de seu marido. Ele passou então a circular por todos os recantos do planeta. Ao encontrar a deusa Cibele, na Frígia, ela lhe concedeu a cura e o formou dentro das cerimônias religiosas que ela cultivava.

          Foi então que ele se tornou o deus do vinho. Desta forma, ela assumiu o papel de revelar aos mortais os segredos do cultivo da videira. Assim, é sempre concebido como um jovem alegre, embriagado pelo vinho que transborda do copo que ele segura, nas mãos um cacho de uvas ou uma taça, na outra, uma pequena lança adornada com folhas e fitas. Seu corpo é geralmente coberto por um tecido de pele leonina, pois este se metamorfoseia em um leão, com a missão de derrotar e se alimentar dos gigantes que tentavam atingir o céu.

          Sua fama como deus do vinho e do prazer rendeu-lhe vários festivais teatrais em sua honra. Ele é sempre conectado também com atividades prazerosas, como o erotismo e as orgias. Descrito como um deus muito simpático com quem lhe rende culto, mas pode proporcionar loucura e ruína para os que menosprezam os festins devassos a ele ofertados, conhecidos como bacanais. Consta igualmente que ele sempre se recolhia na morte durante o inverno e voltava a nascer na primavera.


Chalé 12:

          O chalé de Dionísio é extremamente extravagante, sem dúvidas é um dos mais chamativos de todo o Acampamento, bem como os seus filhos. Na entrada do chalé há um tapete com a imagem de duas taças de vinho brindando e as palavras "Bem-vindo à festa!", quanto à porta é inteiramente púrpura. O chalé 12 possui paredes cor de ouro, com pequenos detalhes num fortíssimo tom purpúreo, como por exemplo o seu telhado e os detalhes superiores de seus pilares, apesar destes serem de madeira. Ainda falando sobre os seus pilares, vemos vários cachos de uvas enroscando-se neles. O telhado e as paredes do chalé são igualmente revestidos com videiras. No entanto, ninguém tem certeza se as vinhas são verdadeiras ou simplesmente pinturas perfeitas que causam ilusão de ótica, já que Zeus proibiu Dionísio de produzir vinho. As janelas do chalé são rodeadas por cortinas de folhas, e penduradas bem abaixo delas tem-se peles de onça-pintada, um dos animais patrono de Dionísio. Outro grande detalhe é o desenho em seu telhado, um amontoado de uvas com um cálice posicionado bem no centro apresentando o número 12, e dos lados sátiros virados um para o outro, estes estão tocando cornetas, como se homenageassem o deus.

          Adentrando o chalé 12, sente-se um fortíssimo aroma de produção vinícola, que predomina em cada um dos cômodos. A iluminação interior é bem escassa, com ajuda dos blecautes de oncinha nas janelas, e todas as mobílias lembram bastante a decoração de uma boate, a começar pelos sofás vermelhos vinho em forma de "L" extremamente luxuosos, o grande aparelho de som de ponta, um freezer repleto de latinhas de Coca-Cola Diet e o globo espelhado pendurado no teto, isso porque o chalé é o maior point de festas de todo o Acampamento. Apesar de Dionísio ter proibido suas proles de beberem bebidas alcoólicas pelo menos até os seus 21 anos de idade, isto porque ele mesmo foi proibido - não acha que ele deixaria seus filhos fazerem algo que ele não pode, não é mesmo? -, os filhos de Dionísio continuam praticando isso secretamente, apenas dentro do chalé, e justamente por isso suas festas são as melhores. Existe um cantinho com um segredo especial entre os semideuses, produzido pelos filhos de Hefesto, basta puxar uma taça falsa de uma prateleira para que um bar perfeitamente equipado surja de dentro da parede. Taças e copos belíssimos preenchem o seu teto, pendurados de cabeça para baixo, e na parede há uma grande variedade de bebidas quentes, sob a bancada do bar temos um freezer com as bebibas frias, basta se servir, fique à vontade. Ainda na sala, há uma única parede por onde escorre o que parece ser uma cascata de vinho até o rodapé. E em outra, videiras que nunca param de florescer. Por fim, há uma mesa encantada na sala que, com o desejo dos campistas, aparecem bebidas e comidas, assim como o pavilhão do refeitório. Sim, é muita informação, muitas coisas para se ver de uma vez só ao entrar e é exatamente essa a sensação que eles esperavam passar, toda essa extravagância, cores berrantes, luzes... típico do deus das festas. É bem normal encontrar os semideuses de Dionísio jogados pelos sofás da sala ou em seus quartos, bêbados ou com uma forte ressaca. O banheiro tem cabines de sanitários e de chuveiro com neon púrpura, e se não fosse por um simples detalhe especial da pia, seria como qualquer outro banheiro comum. A pia é bem longa, com um grande espelho e duas torneiras, uma que sai água, e a outra vinho. Foi só mais um pedido que os filhos de Dionísio fizeram aos filhos de Hefesto. Passando para os quartos, estes se parecem bastante com quartos de motéis já que as camas são enormes e redondas com LED vermelho nos rodapés, muitas almofadas de plumas, e as roupas de cama variam entre vinho, vermelho, roxo, púrpura e estampas de animais como onça, tigre, zebra, girafa, etc. O teto do quarto é inteiramente espelhado e as luzes são negras. Os armários são embutidos na parede, com portas de correr que também possuem espelhos, e cada cama possui um criado-mudo em cada lado, ambos com abajures de coloração roxa.


Personalidade:

Não se engane pela aparência fofa e angelical dos filhos de Dionísio, eles devem ligar bem pouco para você e se importam demais consigo mesmos. Podem parecer um pouco loucos às vezes, ou que estão bêbados o tempo todo. Aliás, gostam muito de beber e de comer, são boêmios, festeiros e os mais promíscuos dos semideuses.

Aparência:

Bem bochechudos, alguns podem ser gordinhos, como querubins, as maçãs do rosto estão sempre rosadas e se destacam na pele clara, como se estivessem embriagados, e os lábios levemente carnudos. Os cabelos são totalmente cheios e cacheados, e geralmente escuros, como seus olhos.


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